terça-feira, 30 de dezembro de 2008

(in)feliz ano novo!!!

Hoje não tenho vontade de comemorar o fim deste ano e o começo do próximo.
Não tenho o menor interesse nas promessas que não serão cumpridas.
Engraçado, mas parece que nada muda desde o amanhecer até o anoitecer.
Cada dia parece um ano, cada ano um dia.

Devemos comemorar cada dia que se passa também?
Devemos celebrar com sorrisos esperançosos um dia como outro qualquer?

Não importa se é o primeiro ou o ultimo dia do ano, as coisas continuam as mesmas...
Só não sinto vontade de celebrar isso mais.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

As empty as the writer

depois de horas sentado em frente a tela do pc
descobri que não tenho a menor vocação pra escrever nessa porra
e se eu parar pra pensar nisso, é apenas um desabafo
ninguém vai ler isso, e se alguém o fizer, vai se esquecer no mesmo instante
e que se esqueçam, it's all the same piece of shit
eu mesmo tenho vontade de apagar tudo isso antes de terminar de escrever
mas vamos lá: vamos cuspir tudo, vamos regurgitar todas essas idéias
vamos celebrar a falta do que fazer... ô vida estúpida

yeah yeah... preciso sair mais de casa ¬¬

domingo, 26 de outubro de 2008

Um aborto textual

"Lá naquele lugar" vai ser a mesma porcaria, nada vai mudar não importa o lugar, o que somos é o que vai sobrepujar no final das contas, as experiências que vivemos, as pessoas que conhecemos, os gostos que acumulamos e perdemos, tudo nos faz querer continuar, mas o tédio, o ócio, a facilidade e a dificuldade, o peso das coisas envolvidas, a fraqueza de caráter, e a frieza da alma destroem qualquer possibilidade de querer mudar. Não existe remédio que cure a desavença de viver, não existe cura pro vazio, não existe entendimento pra quem não pensa e muito menos percepção pra quem não interioriza: "quem sou eu?"... o tédio, o ócio, o mundo são o que são e eu sou o que sempre serei: pessimista, subversivo, idiota e infantil. As pessoas são o que são: tediosas, orgulhosas, egoístas, falsas, alienadas de si. A insignificância de tudo isso é mostrada no objetivo final: ninguém pode e ninguém vai mudar seu destino.

a preciosidade da vida é efêmera comparado ao universo
o medo faz parecer que vale mais, mas é mentira..

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Could've moved mountains

"Half of us is faking
And the other half is tired
And scared"


Realmente somos feitos de mentiras
Aprendemos mentiras
Vivemos um mundo de mentiras
Somos a grande mímica do que queríamos ser
E os outros que estão acordados,
Com certeza estão cansados e com medo
Assusta saber que não existe nada...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Inexorável destino...

hoje o dia é chato, as coisas são iguais
entediado, quero o diferente

quero o que ninguém quer mais

não importa se é rápida ou devagar
vou sair dessa roda gigante
por favor, faça-a parar!

(quero descer sem pagar a viagem)

e que proteste quem
não concordar
pois pra mim tanto faz, você fica aí
que eu saio no seu lugar...

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Dilema do Ouriço

"Os ouriços sentem-se sozinhos e desejam se aproximar... Sentem falta uns dos outros. Mas quando se tocam eles se ferem, pois tem espinhos. E é este o dilema: Sofrem pela solidão; se a sanam com contato com outros indivíduos, sofrem com os espinhos que todos possuem..."

não poderia encotrar definição melhor... ai ai

terça-feira, 10 de junho de 2008

"Cody" - Mogwai

Of all I knew
I held too few

And would you stop me

If I tried to stop you?


Old songs, stay to the end

Sad songs, remind me of friends

And the way it is, I could leave it all

And I ask myself, would you care at all?


When I drive alone at night

I see the streetlights as fairgrounds

And I tried a hundred times

To see the road signs as day-glow


Old songs, stay to the end

Sad songs, remind me of friends

And the way it is, I could leave it all

And I ask myself, would you care at all?

terça-feira, 3 de junho de 2008

Corre otário, corre

A Felicidade é uma mocinha nova, daquelas que não sabem como fazerem as cosias direito. É daquelas que você explica milhões de vezes e ela acaba sempre fazendo errado, e depois ao menor sinal de reclamação, ela sai correndo e demora pra voltar. Com certeza ela é uma solitária. Mais certo ainda é que ela é exigente também.

Já o Tédio é um cara muito chato, é daqueles que nunca é convidado nas festas, mas sempre vai de bicão. Sempre que chega, já acha que pode abordar todo mundo, que todos gostam dele. E o pior de tudo é que o viado não se contenta em vir sozinho e trás mais dois outros péssimos amigos junto dele: a prostituta Infelicidade (que todos já experimentaram algumas vezes na vida) e o odioso Sr. Rotina.

A meretriz sabe bem como atingir todos. Tem aquele jeitinho, tem a manha, tem a lábia. Quem não a teve ainda é um mentiroso. Ela foi e absolutamente será de todos. A melhor das amantes.

E o Sr, Rotina, aquele velho chato de todos os momentos. Cara impertinente, enjoado, onipresente. Gosta de tudo e de todos, e quanto mais tempo pra ele melhor. Ninguém gosta dele.

Eu convivo com o Sr. Rotina, quase sempre sou enfadado pelas conversas moles do Tédio, transo praticamente todos os dias com a puta Infelicidade e vivo correndo atrás da Felicidade...

sexta-feira, 30 de maio de 2008

De fato...

A vida é dura,

por isso que ela fode tanto!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Just as I thought

"If I could wake up in a different place, at a different time, could I wake up as a different person?"


probably not...

terça-feira, 13 de maio de 2008

Grite

"Sejamos realistas, exijamos o impossível."

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Bla bla bla bla

sobre a mídia...

sobre o que quero falar? não sei. vamos ver, acho que ando meio chateado com o papel da mídia influenciando a vida das pessoas. grande bosta, a mídia sempre influenciou e sempre o fará. entretanto seria legal que isso mudasse um bocado ou pelo menos por um dia, que fosse possível uma noticia bem chocante mas que pudesse ser retratada de outra forma sem que fosse necessário se fazer um circo onde todos querem tacar pedras nos protagonistas. daí que as pessoas passariam a refletir em suas vidas, a cuidar de si e que a fofoca serviria apenas para dar uma nova visão das coisas. o problema é que as pessoas se indentificam com o problema alheio e 'tomam as dores' das personagens, mas nem por isso mudam suas vidas de forma a ajudar outros, a melhorar sua situação e de quem convivem. existem milhares de pessoas que sofrem mazelas bem mais dramáticas, quem suas vidas sofridas desde o início e são raros os programas, notícias que trazem algum tipo de apelação nesse âmbito. ninguém se identifica com isso, são situações naturais proporcionadas pelo capitalismo: vários tem que sofrer para que alguns vivam melhor. porque não nos identificamos com esse tipo de sofrimento? talvez porque gostamos de comprar. talvez porque nos enganamos de que não é nosso problema ou talvez porque nos sentimos incapazes de ajudar. e a partir disso eu pergunto: porque podemos tacar pedras em algumas pessoas, porque nos identificamos com isso, porque é tão fácil agir dessa forma?

seja lá qual for a resposta, uma coisa é certa: muita gente gosta do circo da TV...

eu não.

domingo, 6 de abril de 2008

Nostalgia...

como sinto falta das amigas ao redor
das conversas descontraídas nas tardes de padoca

das aulas de cursinho e da panela mais divertida de todos os tempos
de ensaiar pra descontrair e se divertir, sem cansaço, dores e obrigações
da esperança de poder levar alguém a sério nessa vida besta e corrida
dos velhos tempos de ensino médio, seus professores e suas histórias
de andar de skate, jogar bola, praticar kung-fu e correr no campão a noite
das festas em família que quase não acontecem e do meu avô
dos legos, massa de modelar, cavaleiros do zodíaco e playmobil

da época que não tinha responsabilidades

da época que não sentia saudades...

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Como (não) escrever bem

separa, colhe, lava, prepara, corta, mastiga, mastiga, engole
(as vezes engole de uma vez), degusta, digere, digere, digere
e por fim: vomita, vomita e vomita, cospe, e vomita mais

e se não vomitar, defeca...

obs.: os efeitos ficam piores se a refeição for acompanhada de tv



bom apetite e boa escrita!!!

domingo, 23 de março de 2008

Indispensáveis

Devido a falta de criatividade e a ausência de temas divertidos nesse blog decidi colocar duas tiras do grande Adão Iturrusgarai para descontrair um bocado.
Simplesmente o tipo de humor que faz qualquer carrancudo perder a pose e soltar gargalhadas.



Feliz Páscoa!!!



Feliz Páscoa!

segunda-feira, 10 de março de 2008

Irreversível

click!
e

"estampidocheirodepólvora
estouradentrodopeitogostodeferronabocadormência"




silêncio.

Repulsivo



Acordei hoje sem saber aonde estava. Comi qualquer coisa.
Volta e meia, estava fora de casa sem rumo por aí.
Aonde era? nem sei. O que fui fazer? boa pergunta.
E nas ruas, esbarrava desconhecidos e (re)conhecidos.
Passava o tempo. Ele sempre passa, e muito rápido.
A coisa não mudava: apesar de andar e andar, não saía do lugar.
Aliás nada mudava. Nunca sabia o que falar, muito menos entender.
Por fim não cheguei a lugar algum, o público já dormiu.
Está na hora de ir para a taverna...

E lá, depois da primeira, segunda, terceira... vigésima dose:

"
Por favor garçom, me vê um tiro na cabeça aí."

quarta-feira, 5 de março de 2008

Vai dar um tapa pra lá

Era noite. Uma dessas em que nada se espera.E lá estava eu em meu apartamento aconchegante no décimo segundo andar, a anotar e estudar. O conteúdo era difícil e tinha que prestar total atenção à essa parte pois haveria de me tornar uma médica excepcional. Depois de um tempo percebi que minha atenção estava se esvaindo, e parecia estar algo errado. Era um cheiro. Com certeza um odor estranho. Penetrava no ambiente de forma perturbadora e realmente incomodava.

Após uma breve verificação no apartamento, constatei que o maldito visitante indesejado entrava pela grande janela que fica para o lado da rua e o pior: vinha do apartamento logo acima, habitado pela dona franjinha. Era assim mesmo como todos a chamavam pelo condomínio: dona franjinha. Uma mulher de hábitos bem estranhos e sempre que encontrava ela por acaso nos corredores ou no elevador, ela parecia estar fora de si, rindo ou as vezes muito quieta.

Pois bem. A coisa vinha de lá mesmo. Conhecia isso de algum lugar, mas não sabia ao certo definir o que era. Ah! era a maldita maria. Todos aqueles delinquentes adoravam usufruir dela quando iam andar de skate e escutar o seu "sonzinho idealizador". Não estava com humor para aturar aquilo à essa altura do campeonato e decidi mostrar pra velha quem mandava por ali (o sindico foi trocado a pouco tempo e não sabia nem aonde ficava a sua sala). Liguei o som em um volume considerável para ela perceber o meu tom enraivecido. Parece não ter funcionado meu intento. Daí como a velha não dava sinal de vida comecei os ataques pessoais e é claro, bem escandalosos.

"Ô gente, tem alguém aí fumando maconha!", "Velha maconheira!", "Chama a polícia!" e por fim, "Vai se foder dona franjinha!". E acreditem: mesmo assim a velha num deu sinal de vida. Resolvi ir pessoalmente lá e falar umas poucas e boas pra ela. Bati na porta e ela se abriu fazendo um ruído estranho (até a porta de velha era sinistra). Dei de cara com a dona franjinha concentrada tentando armar um bagulho do tamanho de um bonde. E de súbito a senil vira e me diz: "É medicinal minha querida!". Em seguida a louca cai na gargalhada e provoca uma comoção total no andar. Não tinha solução. Meia hora depois dona franjinha estava internada em uma clínica de recuperação e eu gritando ainda inconformada de ter perdido meu precioso tempo: "Vai dar um tapa pra lá sua **********!!!".

fim ^^

Breathe

Breathe, breathe in the air.
Don't be afraid to care.

Leave but don't leave me.

Look around and choose your own ground.


Long you live and high you fly

And smiles you'll give and tears you'll cry

And all you touch and all you see

Is all your life will ever be.

Run, rabbit run.

Dig that hole, forget the sun,

And when at last the work is done

Don't sit down it's time to dig another one.

For long you live and high you fly

But only if you ride the tide

And balanced on the biggest wave

You race towards an early grave.