quarta-feira, 5 de março de 2008

Vai dar um tapa pra lá

Era noite. Uma dessas em que nada se espera.E lá estava eu em meu apartamento aconchegante no décimo segundo andar, a anotar e estudar. O conteúdo era difícil e tinha que prestar total atenção à essa parte pois haveria de me tornar uma médica excepcional. Depois de um tempo percebi que minha atenção estava se esvaindo, e parecia estar algo errado. Era um cheiro. Com certeza um odor estranho. Penetrava no ambiente de forma perturbadora e realmente incomodava.

Após uma breve verificação no apartamento, constatei que o maldito visitante indesejado entrava pela grande janela que fica para o lado da rua e o pior: vinha do apartamento logo acima, habitado pela dona franjinha. Era assim mesmo como todos a chamavam pelo condomínio: dona franjinha. Uma mulher de hábitos bem estranhos e sempre que encontrava ela por acaso nos corredores ou no elevador, ela parecia estar fora de si, rindo ou as vezes muito quieta.

Pois bem. A coisa vinha de lá mesmo. Conhecia isso de algum lugar, mas não sabia ao certo definir o que era. Ah! era a maldita maria. Todos aqueles delinquentes adoravam usufruir dela quando iam andar de skate e escutar o seu "sonzinho idealizador". Não estava com humor para aturar aquilo à essa altura do campeonato e decidi mostrar pra velha quem mandava por ali (o sindico foi trocado a pouco tempo e não sabia nem aonde ficava a sua sala). Liguei o som em um volume considerável para ela perceber o meu tom enraivecido. Parece não ter funcionado meu intento. Daí como a velha não dava sinal de vida comecei os ataques pessoais e é claro, bem escandalosos.

"Ô gente, tem alguém aí fumando maconha!", "Velha maconheira!", "Chama a polícia!" e por fim, "Vai se foder dona franjinha!". E acreditem: mesmo assim a velha num deu sinal de vida. Resolvi ir pessoalmente lá e falar umas poucas e boas pra ela. Bati na porta e ela se abriu fazendo um ruído estranho (até a porta de velha era sinistra). Dei de cara com a dona franjinha concentrada tentando armar um bagulho do tamanho de um bonde. E de súbito a senil vira e me diz: "É medicinal minha querida!". Em seguida a louca cai na gargalhada e provoca uma comoção total no andar. Não tinha solução. Meia hora depois dona franjinha estava internada em uma clínica de recuperação e eu gritando ainda inconformada de ter perdido meu precioso tempo: "Vai dar um tapa pra lá sua **********!!!".

fim ^^

3 comentários:

Maíra disse...

maresia! sente a mare-siia! maresiia! uuuuuuuhhhhhhh!

morri de rir da dona franjinha! aliás... morro de medo de franjinha! [*off] rsrsrs

amei!

Bubys disse...

vai dar um tapa na puta que pariu, rapaz alegre... ahahahaha

Anônimo disse...

Eu morro de medo dessa dona franjinha! HUAHUAHUAHUA!