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Devido a falta de criatividade e a ausência de temas divertidos nesse blog decidi colocar duas tiras do grande Adão Iturrusgarai para descontrair um bocado.
Simplesmente o tipo de humor que faz qualquer carrancudo perder a pose e soltar gargalhadas.

Feliz Páscoa!
click!
e
"estampidocheirodepólvoraestouradentrodopeitogostodeferronabocadormência"
silêncio.

Acordei hoje sem saber aonde estava. Comi qualquer coisa.
Volta e meia, estava fora de casa sem rumo por aí.
Aonde era? nem sei. O que fui fazer? boa pergunta.
E nas ruas, esbarrava desconhecidos e (re)conhecidos.
Passava o tempo. Ele sempre passa, e muito rápido.
A coisa não mudava: apesar de andar e andar, não saía do lugar.
Aliás nada mudava. Nunca sabia o que falar, muito menos entender.
Por fim não cheguei a lugar algum, o público já dormiu.
Está na hora de ir para a taverna...
E lá, depois da primeira, segunda, terceira... vigésima dose:
"Por favor garçom, me vê um tiro na cabeça aí."
Era noite. Uma dessas em que nada se espera.E lá estava eu em meu apartamento aconchegante no décimo segundo andar, a anotar e estudar. O conteúdo era difícil e tinha que prestar total atenção à essa parte pois haveria de me tornar uma médica excepcional. Depois de um tempo percebi que minha atenção estava se esvaindo, e parecia estar algo errado. Era um cheiro. Com certeza um odor estranho. Penetrava no ambiente de forma perturbadora e realmente incomodava.
Após uma breve verificação no apartamento, constatei que o maldito visitante indesejado entrava pela grande janela que fica para o lado da rua e o pior: vinha do apartamento logo acima, habitado pela dona franjinha. Era assim mesmo como todos a chamavam pelo condomínio: dona franjinha. Uma mulher de hábitos bem estranhos e sempre que encontrava ela por acaso nos corredores ou no elevador, ela parecia estar fora de si, rindo ou as vezes muito quieta.
Pois bem. A coisa vinha de lá mesmo. Conhecia isso de algum lugar, mas não sabia ao certo definir o que era. Ah! era a maldita maria. Todos aqueles delinquentes adoravam usufruir dela quando iam andar de skate e escutar o seu "sonzinho idealizador". Não estava com humor para aturar aquilo à essa altura do campeonato e decidi mostrar pra velha quem mandava por ali (o sindico foi trocado a pouco tempo e não sabia nem aonde ficava a sua sala). Liguei o som em um volume considerável para ela perceber o meu tom enraivecido. Parece não ter funcionado meu intento. Daí como a velha não dava sinal de vida comecei os ataques pessoais e é claro, bem escandalosos.
"Ô gente, tem alguém aí fumando maconha!", "Velha maconheira!", "Chama a polícia!" e por fim, "Vai se foder dona franjinha!". E acreditem: mesmo assim a velha num deu sinal de vida. Resolvi ir pessoalmente lá e falar umas poucas e boas pra ela. Bati na porta e ela se abriu fazendo um ruído estranho (até a porta de velha era sinistra). Dei de cara com a dona franjinha concentrada tentando armar um bagulho do tamanho de um bonde. E de súbito a senil vira e me diz: "É medicinal minha querida!". Em seguida a louca cai na gargalhada e provoca uma comoção total no andar. Não tinha solução. Meia hora depois dona franjinha estava internada em uma clínica de recuperação e eu gritando ainda inconformada de ter perdido meu precioso tempo: "Vai dar um tapa pra lá sua **********!!!".
fim ^^
Breathe, breathe in the air.
Don't be afraid to care.
Leave but don't leave me.
Look around and choose your own ground.
Long you live and high you fly
And smiles you'll give and tears you'll cry
And all you touch and all you see
Is all your life will ever be.
Run, rabbit run.
Dig that hole, forget the sun,
And when at last the work is done
Don't sit down it's time to dig another one.
For long you live and high you fly
But only if you ride the tide
And balanced on the biggest wave
You race towards an early grave.